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UMBANDA: POVO DA ENCOSTA DA PRAIA

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UMBANDA: POVO DA ENCOSTA DA PRAIA E DO FUNDO DO MAR

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povo _da _encostaMuito se fala dos caboclos, das crianças e dos pretos-velhos da Umbanda. Também é relativamente fácil achar textos sobre os boiadeiros, marinheiros, ciganos, povo do oriente.
Mas o mundo é muito grande, e estou falando apenas do nosso, este que conhecemos, ou achamos que conhecemos, pois há uma enormidade de coisas que sequer imaginamos, mas nem por isso estas coisas inexistem.
Á medida que o tempo passa, surgem mais oportunidades para o conhecimento, e quando falamos do mar, não devemos ficar apenas com a imagem que nos mostram da Mãe Iemanjá, como sua rainha. Sim, ela é a Senhora absoluta dos mares, e neles há todo o tipo de criaturas que ainda não estamos familiarizados.
Um pouco desta espiritualidade desconhecida se encontra no fundo do mar e outra na encosta das praias.
Alguns autores espíritas já escreveram sobre a enorme quantidade e variedade de seres fluídicos desse fantástico mundo ainda pouco explorado e conhecido que é o universo submarino, mostrando a manifestação de Deus através da vida em suas variadas formas. Outros comentaram sobre abismos e subabismos no fundo obscuro dos oceanos.
Calungas (de ka’lunga, “mar” em quimbundo), da tradição dos bantos, são também chamados santos d’água, divindades ou entidade de importância secundária, que formam um conjunto ou falange subordinada à Iemanjá, e associadas ao mar e à água.




Calunga ou Kalunga também era o nome dos descendentes de escravos fugidos e libertos das minas de ouro do Brasil central e que formaram comunidades em regiões remotas, próxima à Chapada dos Veadeiros, em Goiás.
povo _da _encosta2Calunga grande também é o nome do mar para os umbandistas, por causa da quantidade de negros mortos nos navios negreiros que foram arremessados nas águas, e nesta época o mar se transformou em verdadeiro cemitério. Mas antes disso, incontáveis vidas foram ao fundo do mar nos naufrágios, quer nas guerras, quer por piratas, quer pelas tormentas. Muitos espíritos ainda por lá se encontram presos por ignorarem sua condição de desencarnados, assim como muitas criaturas desconhecidas por nós, espíritos sub-humanos, lá habitam e pouco sabemos a respeito, apenas, que temos de respeitar, e mesmo ter muita cautela.
Pouco se sabe também sobre a encantaria do mar. Para alguns, encantados são antepassados que enquanto vivos, se transformaram e se tornaram parte da natureza. O Sr. Zé Pilintra e sua falange, oriundos do catimbó, são encantados, que se agregaram à Umbanda, e com isso, muitos espíritos desencarnados passaram a fazer parte da falange, e são estes os que se apresentam em terra nas giras de Umbanda. Mas nas encostas das areias do Mar, habitam também muitos encantados, e lá, por certo, estarão representantes da encantaria do Sr. Zé Pilintra, como Dona Maria Navalhada e Dona Maria do Cais.

E muitos outros encantados, de variadas apresentações, muitas delas estranhas para nós. Dizem que há alguns que se apresentam com a aparência semelhante a pretos velhos, mas são bastante diferentes no modo de lidar com o médium, sendo mesmo rudes e muito duros.
povo _da _encosta3

No blog “Casa do Perdão” encontramos quem também acredita na encantaria do Mar, como se pode ver no fragmento de oração abaixo:’
‘Ampara-me através dos Teus encantados para que eu não sucumba frente aos Tsunamis que parecem ser muito maiores que o meu barquinho que navega nesse mar da vida, mas mostra-me que minha fé, se for pura e verdadeira, será capaz de me fazer vitoriosa, seja qual for a tempestade que eu enfrentar!’
E ainda há os Exus Calunga do Mar, subordinados à Mãe Iemanjá, que possuem autorização para ir à qualquer lugar, buscar aqueles para os quais chegou a hora de serem resgatados das regiões sombrias onde foram parar por sua própria iniquidade. São eles, que possuindo o livre-conduto, trafegam entre os mundos de sombra e luz, trabalhando em prol da regeneração dos espíritos.

Devemos seguir estudando, escutando as entidades no terreiro, lendo boas leituras umbandistas e espíritas, para aumentar nossa percepção, juntamente com nossa intuição. Há muito que se aprender, e sobretudo temos de ter a humildade de perceber que o conhecimento que nossos guias trazem, vem de acordo com nosso merecimento, nosso esforço e dedicação na evolução da alma. Ampliar a compreensão do que realmente nos cerca, com certeza fará cada um de nós, seres humanos melhores, mais aptos, mais fortes e equilibrados em nossos afazeres e evolução.
Vamos rogar a Zambi que nos esclareça, nos dê Forças, Discernimento e muita Proteção em nossa caminhada por todas estas dimensões, e nas fronteiras onde tivermos de ir para alcançarmos a meta delineada para nosso progresso.

Saravá!

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
www.povodearuanda.com.br

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Fontes consultadass:

Página Umbanda – Estudos
Site Povos Indígenas no Brasil
Blog Umbanda em Paz
Blog Casa do Perdão

 

 

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