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DIVERSIDADE NA UMBANDA- “AS UMBANDAS”

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DIVERSIDADE NA UMBANDA- “AS UMBANDAS”

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O vocábulo “Umbandas”, no plural, é um chamativo. Acreditamos que exista apenas uma Umbanda, mas ela é multiforme, é um prisma multicromático, refletindo a Luz Divina de infinitas formas e cada um, em sua posição definida por seus próprios processos evolutivos, compreenderá aquilo que necessita, para sua evolução. Porém, é ”sine qua non” que quem enverede nesta busca, o faça comprometendo-se, envolvendo-se, entregando-se.
Podemos ver na Umbanda uma oportunidade de trabalho espiritual, permitindo a manifestação das entidades que se aproximam. Essas entidades, os guias de cada médium, podem ou não pedir artefatos, materiais através dos quais eles praticam sua magia. Cada casa, sob a regência do guia chefe e com um líder encarnado, que deve ser equilibrado, centrado, digno de seu posto, terá diferentes preceitos quanto a roupagens e acessórios. Não há como julgar estas particularidades e sim verificar a saúde física e espiritual dos seus médiuns, a firmeza das sessões, o Bem realizado nelas, e os exemplos de compromisso, humanidade e humildade ali verificados.
Quando a compreensão das grandes Verdades é despertada, verifica-se que até um ser unicelular é importante na Criação. Tudo vibra incessantemente e se encadeia para formar um todo Cósmico.
Igualdades e diferenças então devem ser compreendidas como diferentes polaridades que tendem ao equilíbrio quando respeitadas, equilíbrio este traduzido em tranquilidade, estabilidade, serenidade. Resumindo, a Umbanda solicita respeito a todos, com suas diferenças, e ao mesmo tempo preservando suas crenças, suas bases doutrinárias.
Podemos percorrer o conhecimento trazido pelas diferentes maneiras de praticar a Umbanda. Ela deu os primeiros passos nas macumbas, nos candomblés de caboclo – variação do candomblé praticado pelo negro, e popularizado por Joãozinho da Goméia em 1948. Depois o Sr. Zélio nos trouxe as palavras do Caboclo Sete Encruzilhadas, fazendo-se escutar no fechado círculo espírita do início do século XX. Encontramos a Umbanda Branca ou de mesa, com participação dos caboclos, pretos velhos e crianças sem os elementos africanos. E os elementos africanos na Umbanda de Omolokô, a Umbanda de caboclo de influência indígena, a Umbanda de pretos velhos com sincretismo africano no culto aos orixás…Parece evidente que tantas “Umbandas” sejam ligadas à natureza dos espíritos encarnados que estão na estrada evolutiva naquele momento, naquele lugar. O conhecimento que cada um necessita em relação espaço/tempo. Uma página de conhecimento na vida milenar de cada espírito em evolução.
Temos ainda em sequência a Umbanda traçada, onde o sacerdote faz sessões diferenciadas, ora candomblé, ora Umbanda. A Umbanda Esotérica, trazida pela rica obra de Mata e Silva, e seus vários livros. A Umbanda Iniciática de Rivas Neto, o longo caminho traçado por Ronaldo Linhares, e que me perdoem quem não foi comentado, mas se o trabalho possui a seriedade e a Fé à altura dos acima citados, por certo será uma vertente digna da Umbanda, onde há o amor e a caridade, sempre em ação.
Seria necessário rever os textos apresentados pelos tres Congressos de Umbanda nos anos de 1941, 1961 e 1973. Deles, só temos detalhados os textos do 1º Congresso. Quanto aos outros dois, sabemos sobre o extenso estudo buscando a compreensão do vocábulo Umbanda. Sabemos também de algumas contradições, opiniões divergentes, além de certa tendência a codificar a Umbanda, e daí foram publicados alguns livros como o de Emanuel Crespo (“Codificação da Umbanda,1953) e o de Cavalcante Bandeira (“O que é a Umbanda, 1970) .
Emanuel Crespo escreveu em seu livro “… Está quase tudo por ser feito…Comecemos pela codificação na parte científica e na parte ritualística….”
Mas será? Será que a Umbanda tem de ser codificada, tal qual aconteceu com o Espiritismo? Mas não devemos esquecer que se houve uma codificação espírita, foi porque ao codificador foi escolhido pela espiritualidade, e foi assessorado por uma falange chefiada pelo espírito Verdade, trazendo através do Pentateuco Kardequiano, orientações de cunho moral aos praticantes, que uma vez preparados, trabalham auxiliando espíritos sofredores que se manifestam na mesa, cujas histórias muito se assemelham aos relatos narrados na Revista Espírita, durante os anos em que foi publicada, assim como no livro “O Céu e o Inferno” e em “Obras Póstumas”. Trabalha-se evangelhizando os espíritos que chegam através dos médiuns, e fornecendo refrigério através do passe, com o auxilio da espiritualidade, que na maior parte do tempo permanece incógnita, e trabalhando através dos médiuns pela intuição e psicografias. Tudo corre de acordo com as palavras disciplinadoras do que foi trazido pela Codificação.
Enquanto que na Umbanda, desde suas primeiras manifestações, provou-se que havia vida após a morte, mas alem das possibilidades reencarnatórias, ela veio trazer as linhas de trabalho de entidades altamente equipadas para exercer o Amor e a Caridade, através das roupagens fluídicas de pretos velhos, caboclos, crianças. Aí, o equilíbrio do médium é importante, mas o trabalho vai depender das entidades, que embora dentro de suas linhas de trabalho, divergem amplamente de manifestação, em fundamentos, mesmo de filosofias. Podemos dizer que a Umbanda veio para mostrar que a Verdade tem muitos perfis. Não que haja várias verdades, mas ela é ampla, maior do que possamos compreender em uma existência. Cada um esta na “sua” Umbanda, aquela que lhe permite melhor entendimento e autoconhecimento.
Diante do acima citado, voltamos aos rituais. Pela diversidade dos espíritos atuantes em cada terreiro de Umbanda, os fundamentos e ritos são particulares, e unificá-los parece pelo menos no momento presente, não só impossível como dispare com a ideia de Liberdade e constante expansão que nos trás a Umbanda. Não há como compartimentar algo que está em ação incessante. Dogmatizar definitivamente os instrumentos de manifestação da Umbanda e seus praticantes, não nos parece o mais importante, pois não vêm do Mundo Maior, não temos notícia de uma ordem superior do Astral sobre esta codificação única. Há sim, normatizações internas, provenientes dos diferentes segmentos da Umbanda.
Mas há o respeito ao básico, ao universo comum a todas as manifestações umbandistas, que são as que se referem aos Orixás, às Linhas de trabalho, aos guias, ao terreiro, seus dirigentes, suas firmezas, o comprometimento, a responsabilidade, as hierarquias e o trabalho em si, sempre exaltando o Amor, o Auxílio, a Caridade, a Generosidade, a Firmeza dos passos, a disposição humanitária. Enquanto houver isso, é Umbanda.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
contato@rbrj.com.br
12/06/2010

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