Início ESPIRITUALIDADE Não se chega à Luz sem passar pela Sombra

Não se chega à Luz sem passar pela Sombra

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Helena Blavatsky dizia que a o caminho das aparências é totalmente oposto ao caminho do ocultismo. No caminho do ocultismo é fundamental que as sementes de egoísmo, de maldade, de qualquer coisa que nós tenhamos, venham à tona, para que possamos vê-las claramente, e destruí-las. E isto custa muito, por isso os adeptos do caminho do ocultismo parecem por vezes estranhos, porque estão sempre estão buscando em si o que deve ser corrigido, e assim está sempre buscando dentro de si e buscando respostas para todas as suas questões pessoais. Somente assim não refletirá sobre os outros suas angustias, dores e carências, somente assim será dono de si e não mais uma alma carente e ignorante. Pois de outra forma, se apenas escolhe o mundo das aparências, apenas se iludirá que está enganando aos outros e a sim quando na verdade estará escavando um poço entre si e seu verdadeiro eu, não assumindo nem buscando o que precisa ser modificado.

Ela também dizia que assim como existe a fraternidade daqueles que trabalham na direção do crescimento, existe a fraternidade que trabalha na direção da degeneração. São todos irmãos que empreendem caminhos diferentes e que fazem trabalhos opostamente diferentes. E o tempo todo esses Adeptos que trabalham com a luz precisam confrontar os seus opositores que usam todos os recursos para isso, inclusive a própria religião. Dentro das próprias religiões é que a gente vai encontrar a influência das forças negras.

Blavatsky ainda citou que existe uma passagem interessante num livro teosófico que faz referência ao Anjo Negro, que impede até o fim o progresso final da alma. Mas quando a alma consegue por fim se livrar de todos os seus empecilhos, de todas as artimanhas, e entra na luz, esse Anjo Negro solta seu sorriso de glória. Ou seja: missão cumprida. Conseguiu fazer o Adepto chegar até o seu destino. Se não fosse pela ação das forças da oposição, não haveria a possibilidade do fortalecimento dele até à luz.

Blavatsky mostrou sua admiração pelo Dalai Lama em relação ao que ele diz quando que não acha que seja fundamental para o ser humano ter uma religião. O essencial para o ser humano é amar. A religião é secundária. Quem diz isso é o maior líder de uma comunidade imensa que busca a espiritualidade. O Dalai Lama sugere que cada um tenha o seu próprio caminho. Se o indivíduo é cristão, seja um bom cristão, se é judeu, se é mulçumano, que seja um bom judeu, um bom mulçumano. E que no aprofundamento de sua caminhada ele próprio descobrirá essa energia que está além do aspecto formal de sua religião, dos seus ritos e demais diferenciações que em geral nós fazemos, mas que diz respeito à essência da vida espiritual.

No encontro de cada um com sua espiritualidade, nasce o saber usar as potencialidades da alma, aprende-se a acessar as manifestações desta energia, que completa o adepto(a) como Ser humano. É o encontro do Sagrado, do Mágico, da identificação de Si com as Forças Universais, que justifica toda a Busca, atingindo enfim, a Paz, a Serenidade, a Harmonia, um estado inalterável de Amor permanente.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ


Fonte Consultada
Blavatsky e os Mistérios Tibetanos – Marco Aurélio Bilibio de Carvalho

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