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NÃO DAREMOS ARMAS AOS DRAGÕES

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É interessante imaginar que no imaginário coletivo se perpetua a imagem do dragão. Figura mitológica que permeia tantas histórias, um ser que na realidade nunca existiu fisicamente, mas que está presente em tantas histórias. O arcanjo Miguel combateu o dragão, assim como São Jorge e Santo Expedito, e nos antigos mitos chineses e frequentemente abordados por autores espíritas como Ranieri, Robson Pinheiro e Wanderlei Oliveira, através de escritos psicografados, também a figura do dragão é recorrente.
Os simplistas irão encontrar a explicação em fantasias nascidas a partir da lembrança dos antigos dinossauros alados. Mas será apenas isso?
Descrições precisas mostram os dragões entre o réptil e o sáurio (dinossauros): cabeça ornada com uma grande crista, poderosos chifres, presas enormes, couro grosso e nodoso cobrindo todo o corpo até a cauda, não raro provida de esporas, possivelmente de tecido ósseo ou cartilaginoso. Dotados de hálito e sangue venenosos, sempre inspirando terror e destruição.
No Ocidente, os primeiros relatos sobre dragões aparecem em escrituras Judaicas (da Bíblia) e gregas. Na Europa, havia as lendas sobre os monstros antropófagos e cuspidores de fogo ou “de respiração pestilenta”, que raptavam donzelas, que eram salvas por valorosos cavaleiros guarnecidos de armas igualmente mágicas.
No Leste Europeu, os dragões estão vinculados à Sociedades Secretas Ocultistas, que supostamente adoravam divindades descendentes dos antigos Nagas indianos cuja representação, a figura de um Dragão, significa a Sabedoria, seja usada para o bem ou para o mal. O famoso Vlad Tepes, foi um membro de uma Sociedade Secreta e seu apelido “Drácula”, significa, precisamente, Dragão.
Na China eram vistos mais como guardiões da Natureza, e inicialmente não eram necessariamente maus, considerados como criaturas míticas e divinas, relacionadas à abundância, prosperidade e boa fortuna. Depois esta ideia foi se modificando e nos filmes e histórias atuais da China e Japão, todos eles trazem em si a raiz do Mal.
O espírito Maria Modesto Cravo, através da mediunidade de Wanderlei Oliveira, trata os dragões como uma comunidade espiritual muito antiga, remanescente de espíritos vindos de Capela e de outros orbes, que não aceitaram a Lei reencarnatória em um planeta que eles consideravam muito atrasado. Por seus desmandos, muitos (mas nem todos) perderam o direito de reencarnarem entre nós, mas dominam muitos espíritos humanos, profundos conhecedores da psicologia humana e de suas fraquezas. Alguns, e podemos constatar por suas atrocidades, ainda nos dias de hoje, vagam por aí com terrível poder de domínio e empatia, fortalecidos pelas piores imperfeições do caráter humano. Agem sobre os habitantes da Terra, a partir de um modelo, que segundo o médium Wanderlei de Oliveira, pode ser compreendido da seguinte forma: imagine três círculos, um dentro do outro. No primeiro círculo de dentro escreva baixa autoestima. No círculo a seguir está a idealização. E no último círculo estão o melindre, o perfeccionismo e a intolerância.
Os dragões sabem que a doença psicológica básica em um planeta como a Terra, é a escassez de estima pessoal, como um resultado de milênios no egoísmo. Quem tem baixa autoestima, idealiza a vida, as relações, as metas (idealizar = viver no mundo das ilusões, perda da visão realista pelo imperativo da prisão do Ego, perda das percepções verdadeiras da Verdade, como dizia Jung e os monges budistas). Vive uma vida muito imaginária e distante do que é real. E quem idealiza em excesso torna-se muito melindroso, perfeccionista e intolerante.
O ponto fraco que estes dragões encontram com facilidade, dentro de qualquer agrupamento social ou político, quer seja um centro espírita, uma igreja, um terreiro, um comício e aí aprisionam suas vítimas, é a CONVIVÊNCIA. Os dragões sabem muito bem que não lidamos bem com nosso mundo interior e, consequentemente, projetamos isso nos relacionamentos. As condutas mais exploradas para gerar conflitos na convivência são: maledicência, culpa, mágoa, rigidez, preconceito, irritação, julgamento, entre outras.
Com estas e outras informações, como os livros da trilogia de Robson Pinheiro nos trazem, e a própria vivência e constatação dentro do terreiro, em contato com nossas entidades, podemos construir escudos contra esta verdadeira invasão de privacidade em nosso trajeto espiritual. Muitas vezes somos os dragões de nós mesmos, e não podemos nos despojar da responsabilidade. Mas atenção, e no jargão espírita, vamos Vigiar e Orar contra os ataques de nossos pequenos monstros pessoais, às vezes assediados e dominados pelos Dragões espirituais que se debatem na lama e no desespero por estar findando seu tempo de domínio no Planeta.
O tempo, é incompreensível para nós, não sabemos quanto tempo levará para a remissão das atuais faltas humanas que grassam no planeta. Mas uma verdade incontestável., a maldade não vencerá, porque acima dela há uma Força poderosa que impele ao Progresso, e esta é uma Lei inquebrantável. Mesmo com nossa pequena compreensão, sabemos que não é possível estarmos sós em todo um Universo infinito. Lemos a cada dia pelas afirmações dos cientistas modernos, a confirmação que os antigos místicos diziam sobre a existência de outros mundos e a possibilidade de vida em outros orbes. Tudo se move continuamente e se o equilíbrio não vigorasse aqui, há muito aqui não estaríamos. Os antigos gregos já compreendiam isto. Do Caos formou-se todas as coisas, e não se podem mais voltar novamente ao Caos porque senão nada mais existirá, e através dos milênios estamos comprovando que existimos, e existiremos.
Somos uma pequena chama representando as partículas Daquilo que nos criou, e temos que prestar atenção a esta partícula de Luz que somos nós, e termos a certeza que se foi permitirmos a existência, nada poderá destruir, nenhum dragão ou hoste malévola, mas temos de nos focar nisso, pois é esta pequena chama de nossos espíritos que nos regenera, nos une e representa toda a Beleza Indecifrável que potencialmente semearemos ao redor.
O Bem e o Belo são sutis e simples. Sejamos sutis e simples e teremos a Sabedoria e a Consciência, a Certeza que valemos a pena, somos, existimos e participamos deste Universo Infinito. E o mais terrível dragão, saberá um dia, que em algum lugar carrega sua pequena chama, não de fogo destruídor, mas de Luz.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
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