Início UMBANDA FOLIA, EXUS, POMBAGIRAS, MALANDROS E MALANDRAS – CURTA COM MODERAÇÃO E RESPEITO

FOLIA, EXUS, POMBAGIRAS, MALANDROS E MALANDRAS – CURTA COM MODERAÇÃO E RESPEITO

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No carnaval, ainda há o resquício de simpatiquíssimas práticas que ainda hoje são seguidas. Na antiga Grécia, haviam as festas pelas vitórias das guerras, e acreditavam que deviam reverenciar ao deus Dionísio (Baco, para os romanos). Estes ritos, muito antigos eram chamados Saturnálias, onde tudo era permitido, inclusive sacrifício humano. Irrompia-se todas as paixões, que frequentemente demandava em violência. Tais hábitos arraigados ficaram tão impressos na história astralina que até hoje, milênios depois, os antigos espíritos, ainda reencarnado, ainda percebem nesta época do ano as vibrações pesadas, e nelas são envolvidas, como se houvesse uma invisível permissão para tudo se fazer, esquecidos que há uma Lei Universal chamada de Causa e Efeito, que não comporta exceções.
Também podem ser reportados antigos hábitos dos druidas, quando estas mesmas festas aconteciam perto do solstício de inverno do hemisfério norte, quando se rogava aos deuses por um inverno brando, até que o sol retornasse ressuscitado na primavera. Durante este festival, que durava vários dias, as pessoas se divertiam usando máscaras.
Na Idade Média, sabidamente Idade das trevas da Humanidade, a festividade adquiriu o conceito que de certa forma vigora ainda hoje. O conceito (errôneo) que uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos antigos (e falsos) deuses do vinho, das orgias, desvarios excessos. Assim, nos três dias de verdadeira loucura, que muitas vezes acabam se multiplicando em muitos mais, as pessoas desavisadas, acreditam neste “salvo-conduto” (na verdade, uma armadilha), e se entregam de corpo e alma ao descompromisso, fazendo e falando coisas que nunca faria em outras condições, acreditando que uma conduta razoável durante todos os outros dias do ano compensará o momentâneo desregramento total. Mesmo aqueles que nadam querem de mal, só buscam mergulhar na diversão e esquecimento, acabam prejudicando o seu próprio perispírito com os exageros, dos sentidos materiais, na ingestão de bebidas, pensamentos desabalados, prejudicando seus centros genésicos, sobretudo os médiuns.
As pessoas que ainda pensam que no Carnaval se torna “terra de ninguém”, como se houvesse um passaporte livre para os excessos, se esquecem que não há outro caminho da evolução que não seja a austeridade, o equilíbrio. Não é proibido em qualquer tempo que a pessoa busque ser feliz, ter os momentos adequados de diversão, que não há necessidade de ter um momento convencional para estar alegre a qualquer custo, geralmente movido por combustíveis como beber desenfreadamente, ou mesmo o uso de drogas, e o esquecimento de tudo, como se fosse outra pessoa. Só que tudo lá está, continuamente, as responsabilidades com as contas, com o trabalho, com as relações familiares, o ser amado, e se houver um desrespeito à estas relações, obviamente as consequências virão, inevitavelmente dolorosas, algumas vezes irreversíveis.
Tudo na vida tem que primar pelo equilíbrio, e devido a estes milênios de vibrações corrompidas na ambiência, o carnaval não é propício para quem está no caminho da ascese espiritual, a não ser que se prepare, e passe ao largo dos desmandos, com a compreensão de quem respeita a vida, os sentimentos próprios e os do outro, evitando situações que possa se arrepender, se não pela reflexão, mas pela percepção das consequentes reverberações materiais que possam ocorrer (perdas pecuniárias, de saúde, infortúnios, consequências da mentira e distorções de comportamento). Não se trata de falso puritanismo, mas da compreensão das Leis Universais.
Devido à baixa qualidade das vibrações nesta época do ano, há grande dificuldade para as entidades de Luz se aproximarem. Fica então a proteção desta humanidade inconsequente, a cargo das entidades chamadas Exus e Pombagiras, auxiliados pelos malandros e malandras e pelo pouco conhecido Povo da Lira. Mais uma vez, ocorrem graves equívocos, onde as pessoas inclusive acreditam que estão sob a influência destes Exus e Pombagiras, culpando-os injustamente por seus atos de luxúria e excessos.
Outra situação, muito em evidência, são as escolas de samba cada vez mais escolherem temas ligados aos Orixás e ao chamado Povo de rua. Uns aplaudem, outros temem, outros ainda acham errado. O que é inconcebível são atos de intolerância, e principalmente, quem envergar uma roupagem para desfilar na avenida, seja de Orixá, seja de Exu, Pombagira ou Malandro, ter um mínimo de bom senso para usá-la com respeito e reverência. E ter consciência que há nesta ocasião milhares de eguns que se fazem passar por estas entidades, mal intencionados para obsedar e se alimentar dos fluidos vitais dos incautos, o que com certeza depois levará a muitas perturbações e desajustes.
De nossa parte, estamos aqui para agradecer a grandiosa proteção destes nossos amigos de Fé, estas entidades de Luz que obtiveram através de muito sofrimento, lutas e empenho, o cargo de Guardiões de Lei. Vimos por meio deste humilde texto, fazer nossas homenagens, pedindo maleime caso seja esquecido algum nome daqueles que vamos enumerar, com deferência e enorme gratidão.
Às maravilhosas Pombagira (ou Pombagira), que nos conduzem por todos os caminhos, nos protegendo a cada passo de tropeços e ilusões, nos preservando os valores morais e orientando nossos atos com sua Sabedoria. Salve a todas as Senhoras! Dona Maria Molambo, Dona Maria Molambo da Calunga Pequena, Dona Maria Molambo da Calunga Grande, Dona Maria Molambo das Sete Catacumbas, Dona Maria Molambo da Lixeira, Dona Rosa Caveira, Dona Padilha, Dona Maria Padilha Menina, Dona Maria Padilha do Cruzeiro das Almas, Dona Maria Padilha do Cabaré, Dona Sete Saias, Dona Pombagira das Sete Encruzilhadas, Dona Pombagira das Sete Calungas, Dona Pombagira das Almas, Dona Pombagira das Sete Catacumbas, Dona Pombagira Sete Caveiras, Dona Tatá Molambo, Dona Rosa da Calunga, Dona Sete Navalhas, Dona Sete Punhais. Salve todas as deslumbrantes, vibrantes e mágicas Pombagiras de Fé!
Meu profundo respeito aos Exus de Lei, nossos guardiões de todas as horas, que tomam conta e prestam conta, sem vacilar um instante sequer. Salve Senhor Exu Tranca Rua das Almas, Senhor Tranca Rua das Sete Encruzilhadas, Senhor Exu Tranca Rua de Embaré, Senhor Exu Marabô, Senhor Exu Caveira, Senhor Exu Quebra Osso, Senhor Exu Tiriri, Senhor Exu João Caveira, Senhor Exu Veludo, Senhor Exu Mangueira, Senhor Exu Vira Mundo, Senhor Exu Destranca Tudo, Senhor Exu do Lodo, Senhor Exu Tatá Caveira, Senhor Exu, Senhor Exu Pantera Negra, Senhor Exu Pinga Fogo, Senhor Exu das Sete Encruzilhadas, Senhor Exu Sete Capas, Senhor Exu Sete da Lira, Senhor Exu Ventania. E todos os Exus de batalha, que com Santo Antônio, vêm nos acudir e sustentar! Saravá! Emogibá!!!
E Salve os Malandros e Malandras que vêm na linha de Umbanda prestar sua Caridade e Amor, com seu jeito irreverente, mas plenos de Sabedoria e Conhecimento das Leis que regem o Mundo. Nossos préstimos ao Senhor Zé Pilintra, Senhor Zé Pretinho, Senhor Zé do Morro, Senhor Zé Navalha, Senhor Zé da Madrugada, Senhor Zé Malandro, Senhor Zé do Coco, Senhor Zé da Luz, Senhor Zé da Lapa, Senhor Zé da Légua, Senhor Zé Moreno, Senhor Zé Pereira, Senhor Zé da Camisa Listrada, Senhor Zé Sete Navalhadas, Senhor Zé Sete Facadas, Senhor Zé Malandrinho, Senhor Nego da Lapa, Dona Navalha, Dona Rosa da Lapa, Dona Maria do Cais, Que estes Encantados venham nos valer nas horas de necessidade e sigam conosco trazendo a força da Jurema e do Astral Superior! Viva o seu Catimbó, Salve a Sua Luz!
Exu, Pombagira e Malandros querem que cada vivente desta Terra seja feliz, sim, mas em cada dia de sua vida, não se iludindo que alegria é só no carnaval. Quer que cada um se cuide, tenha seus bens materiais, desde que não sejam tirados de outro, nem que seus atos levam ao prejuízo e sofrimento ao redor. Que seja forte, não abaixe a cabeça diante às intempéries, não seja cheio de suscetibilidades, não tenha mágoa ou vingança no coração. Que olhe ao redor sabendo de si, conhecendo o terreno onde pisa, contornando os caminhos e enfrentando as dificuldades. Eles não querem que lhe temam, mas que lhes respeitem e compreendam. E estarão auxiliando, porque isso faz parte de sua Natureza e Missão, agindo na Justiça, contra toda e qualquer maldade que sair do coração contra seus protegidos, contra todo o sofrimento e desrespeito que quiserem impor. Serão intransigentes com a falsidade e as fraquezas, mas acolherão a todo aquele que arrependido, quiser caminhar pela estrada do Bem.
Em cada dia, cada hora, pelas manhãs e pelas madrugadas, que sejam nossos companheiros e mestres, nos acompanhando, e que tenhamos em mente, que cada passo que progredirmos, ali eles também estarão. Não temerão estacionar ou até ir nos calabouços e abismos da alma, seguirão conosco, onde formos, e se tivermos consciência, aprenderemos a amar o Sol, a amar a Lua, a amá-los, e assim todos caminharemos na Luz da Eternidade.
Exu dá Caminho! È só pedir com Fé!!
Laroyê ! Emogibá!!!
Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
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