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RALIPHAT E AS AREIAS DO DESERTO

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A visão era de um oásis, com uma lagoa plácida de água clara, e palmeiras antigas e majestosas cobrindo um pouco o sol escaldante. Mais e mais palmeiras apareciam na visão, e a sensação da areia sob os pés, o calor, o silêncio absoluto.
Eram tempos de lutas no plano físico, e até hoje elas perduram, mas com a ajuda destes que foram aparecendo ao longo do tempo, tive oportunidade de refletir e superar, evitando queixas e desalentos.
Era uma época de início do esclarecimento de um mundo além, de planos paralelos, de portais que uma vez ultrapassados não têm retorno. Era um tempo onde comecei a conhecer a Força, a Luz, a imensidão de uma Vida além da Vida.
A Umbanda foi onde o caminho percorrido me trouxe, embora eu saiba que há inúmeros outros caminhos. E também sei que a espiritualidade que vibra vividamente em outros planos, pode estar trabalhando em várias frentes, incluindo a seara umbandista.
Por isso, venho trazer esta vivência, da visão deste oásis no deserto, onde através da meditação e introspecção ela veio como se através de uma névoa, e como se o Sol estivesse se pondo neste distante local que se parecia muito com algum oásis no deserto do Saara.
Participando deste quadro fantástico, foi surgindo ao longo das dunas, uma caravana de camelos, uma longa fila com camelos montados por beduínos, até que o chefe da caravana se aproximou, e só permitindo ver os profundos olhos negros através de sua roupagem, se apresentou como Raliphat, o líder daquela caravana.
Raliphat atua naquela região longínqua, hoje sacudida por confrontos e lutas sangrentas e brutais. Ele tenta pacificar as pessoas, esclarecendo-as, salvando-as do perigo e da insensatez. Ele e seu grupo são como anjos do deserto, tal qual tantas equipes de resgate atuam junto a nós, em outra dimensão, protegendo os encarnados e os desencarnados em sua passagem. Ele às vezes está próximo aqui também, e até hoje não sei porque ele se identificou comigo. Talvez por afinidade com outras pessoas que vibram parecido, mas o fato é que tenho a honra de tê-lo como um espírito protetor, não um guia, como se aprende na Umbanda, mas um espírito amigo e acolhedor, que aparece nos momentos de prova, e que também sintoniza nas horas noturnas de meditação.
É importante sabermos estas histórias, para termos a certeza, que mesmo nos piores momentos, nunca estamos sós. Estamos cercados de amigos invisíveis que já encontramos um dia, e por certo encontraremos novamente em vidas futuras, quer seja deste lado ou outro da vida terrena. È importante nos conscientizarmos que absolutamente nunca estamos sós, e isto por um lado, vai amenizar nosso eventual sentimento de solidão ou melancolia, como será poderoso antídoto contra qualquer tendência ao erro e a ações indignas que possamos trazer ao nosso pensamento. Nossas consciências vão sempre querer estar abertas para estes espíritos iluminados, e nossa alma vibrando em boa sintonia para conseguir uma comunicação favorável com eles.
Raliphat, o chefe beduíno do deserto, é um espírito curador, também protege e guarda aqueles sob sua tutela, durante as viagens e as intempéries da vida. Ele e seus comandados estão sempre patrulhando no mundo astral, mas próximos da Terra, em missão como guardiões , como tantos outros em situações semelhantes, os quais não lhes conheço a história, mas sei que trabalham duramente para este planeta sobreviver, regenera-se e finalmente progredir.
É muito bom, nas horas serenas, nos poucos momentos de descanso da mente, entrarmos em contato com esta realidade do mundo espiritual, para nos fortalecermos nestes oásis e nos mantermos de pé e com Fé nas lutas diárias.
Saudações ao Povo do Deserto! Luz, Força e Sabedoria!!!

Alex de Oxóssi
contato@rbrj.com.br

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One Comment

  1. RALIPHAT E AS AREIAS DO DESERTO | POVO DE ARUANDA (MUDAMOS P/: www.povodearuanda.com.br)

    15 de dezembro de 2016 at 10:37

    […] A visão era de um oásis, com uma lagoa plácida de água clara, e palmeiras antigas e majestosas cobrindo um pouco o sol escaldante. Mais e mais palmeiras apareciam na visão, e a sensação da areia sob os pés, o calor, o silêncio absoluto. Continue Lendo […]

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