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PUXADA NA UMBANDA – MEDIUNIDADE DE TRANSPORTE

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Alguns terreiros de Umbanda realizam giras onde se fazem as puxadas. São sessões que exigem grande responsabilidade da parte do dirigente e dos médiuns participantes, além de muita seriedade e Fé por parte daqueles que receberão o tratamento.

Geralmente destinadas ao tratamento espiritual de pessoas que estão sofrendo com pesadas cargas deletérias e assédio de espíritos de pouca luz e conhecimento, algumas vezes já sofrendo os efeitos em seus corpos físicos, e que não conseguem melhorar apenas com os passes.

O terreiro deve ser muito protegido e equilibrado, e sua vibração permitirá a presença de uma egrégora que efetivamente conseguirá aliviar o sofrimento dos consulentes e protegerá os trabalhadores da casa de qualquer ataque das sombras.

Por outro lado, os médiuns que se propõem a este trabalho devem estar conscientes que é uma tarefa de Amor e Caridade, onde são necessárias disponibilidade e dedicação, com o pensamento integralmente voltado à intenção de auxílio, além da certeza que estará sob a proteção de seus guias.

Em geral são os pretos velhos quem mais trabalham, descarregando as larvas astrais, quebrando correntes maléficas, trazendo e orientando espíritos sofredores, tratando os atormentados, dementados e enfraquecidos, como também dominando os obsessores.

Os médiuns, em grupos de no mínimo três, vão, ao longo das horas, diligentemente entrando em contato mental conectando-se com seus guias e com os espíritos necessitados, e permitindo que seu aparelho estabeleça contato, dando a “passagem”, como se diz, estritamente quando necessário, a aqueles que necessitam por alguns poucos momentos sentir novamente a sensação dos sentidos e escutarem as palavras amigas de outros médiuns, chamados doutrinadores, que vão evangelizando, e orientando, através de palavras, preces, cânticos, o que lhes for intuído.

Cada médium de transporte sabe a quem pode e a quem não deve dar passagem. Também sabe que não pode permitir uma incorporação longa, sob o risco de ter os seus próprios campos de força desajustados. Não deve sair do terreiro sentindo-se em desequilíbrio e se necessário, pedir ajuda para ele também seja adequadamente descarregado. Ao sair da gira deve manter seus pensamentos elevados, dirigir-se imediatamente para seu lar, toar seu banho, se possível com ervas que irão ajudar a revitalizá-lo e protegê-lo, mas principalmente deve ser mantida uma atitude mental positiva e conectada com seus guias e com as Forças Maiores, em oração e buscando serenidade, antes do merecido sono regenerador.

Somos humanos, portanto com muitas falhas e imperfeições, mas o médium de transporte, desenvolve a consciência que seu trabalho será mais proveitoso com disciplina, estudo e introspecção constante, tentando errar menos e manter sua saúde física, emocional, mental e espiritual da melhor forma possível. Por outro lado, o constante contato com as abençoadas vibrações dos pretos velhos, caboclos e guardiões, lhe trarão cada vez mais lições e mais força para ultrapassar suas próprias dificuldades diárias.

Uma atitude chave que o médium de transporte logo aprende é o autodomímio. Terá de desenvolver total comando de si, não permitindo “dar a cabeça”, isto é, perder o controle para a entidade manifesta.

Desta forma, mesmo que o espírito dê sinais de sofrimento, dores, sinais de enjoo, tosse, ataques, letargia, ao voltar ao comando de si, o médium não terá qualquer sintoma ou influência em seus envoltórios energéticos. Não há necessidade de gritos, atos desesperados e destemperados. O médium tem de dominar a manifestação que incorporou, sem qualquer atitude espalhafatosa ou bizarra.

Longe de haver qualquer motivo para vaidade ou ilusão de ser melhor, mais apto, todo médium deve trabalhar em silencio, e em silencio deixar suas experiências, agradecendo à Espiritualidade a oportunidade de trabalho, e tendo a certeza, que quanto mais houver o que fazer dentro de uma gira, é porque a necessidade pessoal é grande, os resgates são profundos e que ali está a oportunidade de refazer seus passos, recomeçar as tarefas com menos possibilidade de erros, e a chance de viver uma vida mais serena, com maior discernimento, e com certeza com maior clareza e proximidade com as entidades luminosas que são capazes de auxiliar em todos os caminhos e ocasiões.

Muitos são os caminhos, e o seareiro encarnado da Umbanda vai buscando e vai sendo conduzido de modo a aprimorar-se, e também irá se esforçando para manter a vibração adequada ao contato com a egrégora iluminada pela Luz do Amor e da Caridade.

Saravá Umbanda! Abençoados sejam os caminhos e que Sua Luz conduza todos os nossos passos !

Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

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