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Os Três Estados da Criação

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Rubens Saraceni

TEXTO INÉDITO!!!

Em um livro de nossa autoria (O Li­vro das Velas) começamos a mostrar as irradiações das chamas das velas e as denominamos de ondas vibratórias.

Em outros dos nossos livros, abri­mos um pouco mais o Mistério das Vi­brações Divinas e tudo foi assumindo forma.

Chegamos a comparar as ondas vi­bratórias aos genes, pois tal como eles, elas têm funções e realizam ações específi­cas na criação, porque ca­da mo­delo de onda transporta uma ener­gia es­pe­cífica que é capaz de realizar um trabalho só seu.

Sempre de forma didática e prá­tica, desen­vol­vemos comentá­rios so­bre as ondas vibrató­rias e a energia trans­portada por cada uma delas de­no­minando-as de “Fatores de Deus”.

Em vários livros de nos­­­sa autoria os fatores são nomea­dos com o no­me de verbos, assim como são classi­fi­cadas as ondas vibra­tó­rias, tornando fá­cil o entendimento de tão complexo mistério de Deus.

Os mistérios das ondas vibrató­ri­as e dos fatores de Deus, guardadas as diferenças, são tão complexos quan­­to a física e a química, estudadas no plano material.

Física:

Para as “ondas vibrató­rias”.

Química:

Para os “fatores de Deus”.

Observem que os físicos e os quí­mi­­cos vêm desenvolvendo o conheci­mento humano de forma maravilhosa e, de tempo em tempo, surpreendem a humanidade com a descoberta de leis e princípios que tanto respondem a muitas indagações, como imediata­men­te são aplicadas na vida criando novos conhecimentos e novos produ­tos.

Assim, o sobrenatural vai cedendo seu lugar ao natural porque se tornou compreensível e foi colocado sob de­ter­minado controle (o da ciência).

Mas, se assim tem acontecido com todas as ciências acadêmicas terrenas, o mesmo não se aplicava com as coisas religiosas e magísticas, sempre relega­das ao sobrenatural.

No nosso modelo de abordagem e de comentários sobre o universo divi­no, o natural, o espiritual e o magístico é racional e aos poucos vem delinean­do-os sob uma nova visão ou ângulo de observação.

Quando alguém dizia que tal folha ou erva é de um orixá e se perguntado porque ela é desse orixá e não de ou­tro, e ouvimos como resposta que ela é dele porque é, pois foram os “mais velhos” que ensinaram isso, fica­va uma fresta para a dúvida, porque faltava toda uma explicação que se justifica tal afirmativa.

Pacientemente, e de livro em livro, toda uma ciência e um modelo explica­tivo foi tomando forma e criando um mo­delo racional fundamentador das afir­mações corretas, dos nossos “mais velhos” que, se eram verdadeiras, no en­tanto, sofriam pela falta de um “mo­de­lo explicativo e fundamenta­dor”.

Quando, após a publicação de vários livros teóricos e didáticos, toda uma ciência divina delineou-se tudo foi sendo explicado e fundamentado.

Então, chegamos a um modelo padrão que responde à maioria das perguntas e funda­men­ta quase tudo o que está na Umban­da, e o que se usa nos trabalhos espirituais e magísti­cos dentro e fora dos seus centros.

O modelo é este:

– Olorum (Deus) é o princípio de tudo e es­tá em tudo o que criou e ge­rou de si. Como Deus criou e ge­rou tudo, Ele é o prin­cípio de tudo e tudo se inicia Nele.

Porque tudo se inicia em Deus en­tão tudo tem seu princípio e está fun­da­mentado Nele. Logo, tudo tem seu princípio criador e gerador.

Esse princípio criador-gerador que cada uma das coisas criadas por Deus traz em si, distingue-a e diferencia-a de todas as outras e dá-lhe uma indivi­dualização que facilita sua identi­fica­ção, sua classificação e sua deno­mi­nação.

– Nós, os seres racionais, em nos­so planeta e em seu lado material, nos iden­­tificamos como humanos, nos clas­si­­ficamos como mamíferos e nos de­no­­mi­namos como seres humanos, sepa­rando-nos de outras espécies cria­­das por Deus em outros dos seus prin­­cípios criadores-geradores.

O que justifica essa afirmação é o fato de seres humanos só gerarem se­­res humanos, só bovinos gerarem bo­vinos, só eqüinos gerarem eqüinos, etc., entre os mamíferos, mas de espé­cies diferentes.

– Já entre os vegetais, que tam­bém têm seus princípios criadores-ge­radores específicos e fundamentados em Deus (pois todos concordamos que ele criou e gerou tudo), eles também têm suas identidades próprias e uns são classificados como pertencentes a uma espécie e outras a outras.

Observação: “Aqui não usaremos os nomes científicos e sim os populares para nomearmos tudo e todos”.

Porque cada espécie vegetal tem seu princípio criador-gerador em De­us, elas também têm suas identidades e individualidades que as distinguem entre si.

– Também, se observarmos os mi­nérios e as rochas veremos que cada es­pécie tem seu princípio criador-gerador específico que a individualiza e a identifica separando-a das outras espécies.

– O mesmo ocorre com as aves, com os peixes, com os répteis, com os …, etc.

E cada coisa criada e gerada por Deus traz em si seu princípio criador-gerador que tanto a identifica, a clas­sifica e a denomina, individualizando-a, assim como a impede de, a partir de si, criar e gerar outras coisas ou ou­tras espécies.

Com isso a criação e o geracio­nis­mo original e fundamentado em Deus está garantido, não se desvirtuando e não degenerando nada e ninguém.

– O conservacionismo é um dos princípios existentes em Deus.

O nosso modelo contempla três estados para tudo o que Deus criou e gerou:

• Estado divino

• Estado espiritual

• Estado natural

No estado divino tudo é divino. No estado espiritual tudo é espiritual. No estado natural tudo é natural.

O que é divino mostra-se como divino. O que é espiritual mostra-se como espiritual. O que é natural mostra-se como natural.

– Tudo o que existe em um dos es­tados das coisas cria­das e geradas por Deus também existe nos outros do­is esta­dos, mas já se mostran­do no es­tado em que se encontra.

A partir daí, en­tão, só há um me­smo princí­pio que cria, ge­ra e dá sus­ten­tação a uma coi­sa (uma es­pé­cie) no seu estado di­vino, no espiritual e no natural, pois a razão e a lógica nos faz crer que não poderia ha­ver três prin­cípios (um para ca­da estado) para uma mesma es­pécie, porque aí não man­teriam a corres­pon­dência identifi­ca­tória, classificatória e denominativa.

E, finalmente chegamos a essa afir­mativa: – Deus é único e é em si o princípio de tudo.

– Tudo, por ter origem em Deus e por ter sido criado e gerado em um prin­­cípio específico, o traz em si e tan­to tem sua individualização susten­tada por Ele, como pode ser identi­ficado, classificado e denominado por Ele.

– E, porque tudo se mostra nos três estados, mas cada coisa gerada e criada por Deus o é em um princípio úni­co, então um único e específico prin­­cípio sustenta, identifica, classifica e nomeia cada coisa (espécie) nos se­us três estados (o divino, o espiritual e o natural).

– Logo, o que encontramos, iden­ti­fi­camos, individualizamos, classifica­mos e nomeamos em um dos três estados da criação também existe nos seus dois outros estados, ainda que, por nos encontrarmos em um deles, os outros dois não nos sejam visuali­záveis ou acessíveis.

E, como tudo tem sua origem e seu princípio sustentador em Deus a unidade é mantida, pois é uma espécie não gera outra, mas só a sua, man­ten­do-se única na Criação.

Daí, com essa forma de identifica­ção, classificação e denominação en­ten­dida, basta recorrermos a um mo­delo cientifico para agruparmos e no­me­ar­mos as coisas criadas e geradas por Deus, para chegarmos aos princí­pios gerais ou universais e aos princí­pios específicos e limitados a uma es­pécie.

– Como cada espécie de vegetal tem seu princípio criador-gerador es­pe­cí­fi­co, mas todos são classificados como vegetais, então temos um princí­pio geral e universal, sustentador de todos os princípios específicos vege­tais que os individualizam, os classifi­cam e os nomeiam.

– E o mesmo acontece com os mi­né­rios, rochas, aves, peixes, etc.

Logo, ao invés de estudarmos De­us através de muitos princípios especí­fi­cos, o nosso modelo recomenda fazê-lo a partir dos princípios gerais e uni­versais.

E, como a Umban­da é regida pelo Sete­nário Sagrado, nos afi­xa­mos em se­te princí­pios gerais e universais sus­ten­tadores do que se mostra aos nos­sos olhos na natureza ter­res­tre (o es­ta­do natu­ral) em seu lado mate­rial.

– Temos um princí­pio vegetal sus­ten­tan­do os vegetais.

– Temos um princí­pio mineral sus­tentado os minerais, etc.

Daí englobamos tudo em sete prin­cí­pios gerais e universais, que são es­tes:

• Princípio cristalino

• Princípio mineral

• Princípio vegetal

• Princípio ígneo

• Princípio eólico

• Princípio telúrico

• Princípio aquático

Esses sete princípios englobam tu­do o que se mostra em seu estado na­tural e conseguimos identificar, clas­si­ficar e nomear cada coisa (ou espé­cie) criada e gerada por Deus nesse estado.

• Os cristais, individualizados, for­mam a natureza em sua parte crista­lina.

• Os minérios formam a parte mi­neral da natureza.

• Os vegetais formam a parte ve­getal da natureza.

• As temperaturas das coisas for­mam a parte ígnea da natureza.

• Os gases formam a parte eólica da natureza.

• Os solos formam a parte terrena da natureza.

• Os líquidos formam a parte aquo­sa da natureza.

Esses sete princípios gerais e uni­ver­sais são os sete princípios criado­res-geradores existentes em Deus pa­ra o estado natural, que estão no Sete­nário Sagrado.

E, como tudo que se encontra em um estado (aqui, o natural) encontra-se nos outros dois, mas mostra-se em acordo com eles, e mantêm-se susten­tados pelos mesmos princípios gerais e específicos, então basta transpor­mos esse Setenário Sagrado para o estado espiritual que encontraremos pes­soas, animais, aves, répteis e etc (que são seres espirituais) sustenta­dos por esses sete princípios gerais e universais. Nós os denominamos dessa forma:

• Seres ou espécies

espirituais cristalinos

• Seres ou espécies

espirituais minerais.

• Seres ou espécies

espirituais vegetais.

• Seres ou espécies

espirituais ígneos.

• Seres ou espécies

espirituais eólicos

• Seres ou espécies

espirituais terrenos

• Seres ou espécies

espirituais aquáticos

Mas, como para cada estado, ca­da coisa tem sua forma de mostrar-se, ainda que o seu princípio geral e único seja o mesmo, então transfor­mamos gradativamente o modelo na­tural, para os sentidos da vida, tam­bém englobados pelo Setenário Sa­gra­do, e que são estes:

• Sentido da Fé à princípio criador, gerador e sustentador dos cristais ou das rochas.

• Sentido do Amor à princípio criador, gerador e sustentador dos minerais.

• Sentido do Conhecimento à princípio criador, gerador e susten­tador dos vegetais.

• Sentido da Razão ou da Justiça à princípio criador, gerador e susten­ta­dor das temperaturas.

• Sentido do Caráter ou da Lei à prin­cípio criador, gerador e susten­tador da ordem.

• Sentido da Sabedoria ou da Evo­­lução à princípio criador, gera­dor e sustentador da evolução das espécies e das passagens de um es­tado para outro.

• Sentido da Criação e da Gera­ção à princípio criador, gerador e sustentador da multiplicação das espécies.

Nos seres humanos, essa trans­po­si­ção do que existe e se mostra no es­tado natural, gerou arquétipos físi­cos e psicológicos, sendo que aqui da­re­mos só o segundo, pois o primeiro já é de conhecimento geral.

• Sentido da Fé à seres religiosos;

• Sentido do Amor à seres agregadores

• Sentido do Conhecimento à seres expansores

• Sentido da Justiça à seres equilibradores

• Sentido da Lei à seres ordenadores

• Sentido da Evolução à seres transmutadores

• Sentido da geração à seres geracionistas

A partir do esta­bele­cimento de um mo­delo analógico, passa­mos a recorrer à ana­logia para identificar­mos as coisas e seus princípios cria­dores-geradores-sustentadores-iden­tificadores-classi­fi­ca­dores-nomea­dores. Até aqui temos isto:

Fé – Religiosidade – Cristais

Amor – União – Minerais

Conhecimento – Expansão – Vegetais

Justiça – Equilíbrio – Temperaturas

Lei – Ordem – Gases

Evolução – Transmutação – Terras

Geração – Geracionismo – Águas

Essa correspondência analógica nos mostra sete sentidos, sete aspec­tos dos seres e sete elementos da na­tu­reza terrestre.

Como tudo o que se mostra no es­­tado natural também se mostra nos ou­tros dois ainda que em acordo com o estado onde está se mostrando, en­tão podemos transpor esses sete sen­tidos para o estado divino da criação, que encontraremos seres divinos que também se adaptam a ele e nos permi­tem identificá-los, classificá-los e no­meá-los.

• No estado natural temos os ele­mentos formadores da natureza ter­res­tre: cristal, mineral, vegetal, fogo, ar, terra e água.

• No estado espiritual temos os es­­pí­ritos associados aos elementos atra­­vés dos sentidos: da fé, do amor, do conhecimento, da justiça, da lei, da evolução e da geração.

• No estado divino temos os sete mistérios maiores sustentadores da vi­da, que nos permitem associá-los aos poderes emanados por Deus e nos per­mitem identificar, classificar e no­mear suas divindades regentes:

• Mistério da Fé

Divindade da Fé

• Mistério do Amor

Divindade do Amor

• Mistério do Conhecimento

Divindade do Conhecimento

• Mistério da Justiça

Divindade da Justiça

• Mistério da Lei

Divindade da Lei

• Mistério da Evolução

Divindade da Evolução

• Mistério da Geração

Divindade da Geração

Estas divindades-mistérios podem ser identificadas, classificadas e no­mea­das, mas só através do estado na­tural, porque nele suas vibrações divinas estão dando sustentação à for­mação e manutenção dos ele­mentos, e que tam­bém são os captado­res, os absor­vedores, os concen­tra­dores, os conden­sadores e os irradia­do­res dela para os seres e para os meios.

– Como as vibra­ções de uma divin­dade-mistério, que é em si uma mani­fes­tação de Deus e rege um dos sete sentidos da vida, quando en­tram no estado natu­ral da criação fazem surgir um dos sete ele­men­tos, que as cap­tam e as irradiam para os seres e para os meios, então, por analogia, temos como identificar, classificar e nomear cada uma delas, que são estas:

• Irradiação da Fé

• Irradiação do Amor

• Irradiação do Conhecimento

• Irradiação da Justiça

• Irradiação da Lei

• Irradiação da Evolução

• Irradiação da Geração

Daí, como os meios naturais se mostram energeticamente de várias formas, gerando meios diferentes, foi preciso estudar aqueles onde cada uma dessas irradiações mais se desta­cavam e mais facilmente podiam ser estudadas.

Isso, essa necessidade nos levou às dimensões elemen­­tais, onde o ele­mento resultante da vibração divina pre­do­­minam e identifi­cam, classificam e no­meiam cada uma de­las, ao que ne­las exis­­te, aos seres que ne­las vivem e às suas di­vindades naturais regen­tes.

• O estado divino da criação nos é in­vi­sível e, por ser um es­tado pura­mente men­­tal, nos é inacessível.

• O estado na­tu­ral da criação, por ser energético, mag­­né­­ti­co, vibrató­rio e ele­men­tal tanto nos é vi­sível quanto acessí­vel.

Daí, foi só um passo adentrarmos nas di­mensões elementais bá­sicas e identificar­mos, classificarmos e no­­me­ar­mos tudo e to­dos, a partir do nosso en­tendimento espiri­tual.

Com um modelo analógico pronto tudo ficou fácil e resultou numa tabela comprovável.

Com esta tabela, uma correspon­dên­cia pode ser estabelecida, bastou su­bstituir os nomes das divindades mis­té­rios por orixás para surgir um pan­­teão divino que nos é com­preen­dido e que, no estado natural pode ser visualizado e descrito:

• Divindade-mistério da Fé

à Orixás da Fé

• Divindade-mistério do Amor

à Orixás do Amor

• Divindade-mistério do Conhecimento à Orixás

do Conhecimento

• Divindade-mistério da Justiça

à Orixás da Justiça

• Divindade-mistério da Lei

à Orixás da Lei

• Divindade-mistério da Evolução

à Orixás da Evolução

• Divindade-mistério da Geração

à Orixás da Geração

Por correspondência temos isto:

• A Divindade-mistério da Fé é um mis­tério de Deus que, manifestado, é um mental divino universal onipoten­te, onisciente e oniquerente, que re­ge o sentido da fé, irradia suas vibra­ções para o estado natural e faz surgir a dimensão elemental cristalina, onde predomina uma energia específica condensada nos cristais (nas rochas) e que, quando absor­vida pelos seres espirituais desperta no íntimo delas sentimen­tos de fé, de fraterni­dade e de confiança. Essa Divindade-mistério identifi­ca­da, classifica­da e nomeada Orixá da Fé, rege integralmente o sentido da fé e ponti­fica a irradiação da fé, pois a é em si.

• Como toda irra­diação divina tan­to é ativa como passiva, ela tem dois pólos que a projetam para tudo e para todos.

• Como esses pólos só podem ser visualizados e estudados no estado natural da criação, nesse podem ser identificados, classificados e nomea­dos os orixás naturais responsáveis por eles e pela manu­tenção do equilí­brio em suas irradiações (ativa e passi­va).

• Como esses ori­xás naturais po­dem ser vi­sua­lizados nós os identi­fi­­camos, classificamos e no­meamos co­mo Ori­xás da Fé.

• Como uma irra­diação tem dois pó­los, no pólo ativo da fé identifica­mos um orixá feminino que classifica­mos como orixá femi­nino da fé e o no­mea­mos Oyá-Logunan.

No pólo passivo iden­tificamos um orixá masculino que classifi­camos como orixá masculino da fé e o nomeamos Oxalá.

A visualização des­ses orixás não pode ser direta, porque eles são em si um estado natural da criação: o cris­talino.

Nós os visualizamos, estudamos, iden­tificamos, classificamos e nomea­mos através dos seres naturais, que são membros de suas hierarquias. E isto foi possível, porque o que se mos­tra em um estado está nos outros, e vice-versa.

Os membros das hie­­rarquias natu­rais são no­mea­dos seres natu­rais de natureza divina ou orixás naturais. Já, os seres da natureza re­gi­dos e ampa­rados por eles são nomeados seres de natureza espi­ritual.

Também encontra­mos uma corres­pon­dên­­cia direta entre os seres de natu­reza divina e os de natureza espi­ri­tual, confirmando mais uma vez que o que está em um estado mos­tra-se nos outros dois, ou seja:

• O que está nos seres de natu­reza divina mostra-se nas divindades e no espíritos.

Simplificando, temos isto:

• Divindade-mistério regente do sen­ti­do da Fé à orixás regentes da fé à seres de natureza divina sustenta­do­res da Fé à seres na­turais cristalinos à es­pí­ritos regidos e sustentados pelo sen­tido da Fé.

Em sentido con­trá­rio (do micro para o macro) já que po­de­mos visualizar, iden­­tificar, classificar e no­mear os se­res espiri­tuais, os natu­rais, os de natureza divina, as divindades natu­rais em ativos e passivos e em mascu­linos e femininos, também podemos fazer o mes­mo com a Divindade-mis­tério da Fé. E o faze­mos desta forma:

• A Divindade-mistério da Fé, de­no­minado Orixá da Fé é em si um mis­tério maior de Deus, porque traz em si o duplo aspecto dele e de sua criação. Tanto é ativo quanto passivo; tanto é mas­culino como feminino e, em si, essa dualidade o caracteriza como criador e gerador, predicado este só encontrado em Deus.

Logo, o Orixá-mistério da Fé é De­us manifestado em um dos sete senti­dos da vida, criando, gerando e sus­ten­tando tudo e todos criados e gera­dos por Ele nesse sentido.

A correspondência direta entre o Ori­xá da Fé, as divindades naturais crista­linas, os seres divinos cristalinos, a di­mensão elemental cris­ta­lina, os seres natu­rais cristalinos, os espí­ritos regi­dos pelo senti­do da fé, os elemen­tos da natureza con­den­sadores das vibra­ções divinas e seus irradiadores naturais, podem ser comprova­das até um certo nível ou estado da criação (o natural), porque dali em diante só o pro­cesso analógico nos permite identi­ficar, clas­sificar, nomear e es­tu­dar, po­is dali em diante tudo torna-se invisível aos nossos olhos e impenetráveis à nossa mente.

Mas a regra de ouro que nos ensi­na que o que está em Deus está na sua criação e nas suas criaturas (os três estados), justifica a nos­sa certeza na divin­dade dos Sagrados Ori­xás, nos seus poderes, nos seus domínios, nas suas regências e nas suas ascendên­cias sobre nós, os espíritos humanos.

Também justifica o culto religioso e o auxílio magístico dirigido a eles, po­is de verdade, neles tudo encontra fun­damentação elemental, natural, es­pi­ritual e divina.

Até nossas filiações por orixás, es­tá fundamentada nesse modelo de­sen­­vol­vido por nós, pois se temos na regência dos sete sentidos, das se­te vibrações, das sete irradiações e dos sete elementos e das sete di­mensões elementais básicas suas re­gên­cias e suas presenças divinas, não há como não estar ligado e estar sendo ampa­rado por um deles.

Tudo é uma questão de deixar as emo­ções humanas de lado e usar a ra­­zão, pois até nossa personalidade ín­tima, nossos gostos, humor e predile­ções, encaixam-se dentro desse mode­lo identificatório, classificatório e no­mea­dor.

Só não vê e não o aceita, quem não quer ou ainda é extremamente igno­ran­te sobre Deus e seus mistérios.

Umbanda é religião; tem seus mistérios; tem seus fundamentos; está fundamentada em Deus e os três estados da criação estão tão visíveis dentro de um terreiro de Umbanda que só não os vê quem não quer.

• O estado divino mostra-se nos po­deres sustentadores da Umbanda e nos trabalhos realizados dentro do seus templos.

• O estado natural mostra-se no es­paço material e nos elementos usa­dos pelos guias espirituais e pelos se­us médiuns.

• O estado espiritual mostra-se nos guias e nos médiuns, todos espíri­tos e todos em correspondência direta com os dois outros estados, pois se não houvesse essa correspondência um orixá não poderia incorporar em um médium e, através deste, atuar no “lado de fora” da criação, uma vez que ele vive no estado natural e mani­festa de si os pode­res existentes no lado divino.

Umbanda tem fundamentos.

Só é preciso conhecê-los!

Este é um texto inédito de Rubens Saraceni que estará no seu próximo lançamento pela Editora Madras, “O Livro de Oferendas e Assentamentos na Umbanda”.

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RETIRADO DO J.U.S. – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA

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