Início UMBANDA NOVO CÓDIGO DE UMBANDA

NOVO CÓDIGO DE UMBANDA

8 minuto(s) lendo
0
0
253

Art. 1º – O presente código estabelece normas de condutas aos Umbandistas.

Art. 2º – Umbandista é todo aquele que seja por que caminho for, foi conduzido ao seio da Religião e lá permanece.

Parágrafo Único – Equipara-se à Umbanda, a coletividade de pessoas que de alguma maneira mantém vinculo com a Casa.

Art. 3º – Tratar-se-ão como Irmãos todos os Umbandistas.

Art. 4º – O primeiro Fundamento da Umbanda é a CARIDADE.

Caridade é um sentimento ou uma acção altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Amor ao próximo; bondade;
benevolência; compaixão Caridade não tem custo (R$).

Art. 5º – O segundo Fundamento da Umbanda é o AMOR.

AMOR – Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda,
inclinação.

É tão divino que o ser encarnado tem dificuldade até na compreensão deste sentimento, é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano, é compreender que tudo
isto é muito pequeno comparado com a grandeza do espírito , com a grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregando ao CRIADOR, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório, é só uma pequena viagem.

Art. 6º – O terceiro Fundamento da Umbanda é a TOLERÂNCIA.

Art. 7º – O quarto Fundamento da Umbanda é a HUMILDADE.

Humildade vem do Latim humus que significa “filhos da terra”. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e
submissão.

Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria da sua mostra simplesmente que lhe falta.

Art. 8º – O quinto Fundamento da Umbanda é a HONESTIDADE.

Art. 9º – O sexto Fundamento da Umbanda é a DISCIPLINA.

Art. 10º – O sétimo Fundamento da Umbanda é a sua PLURALIDADE.

Art. 11º – Na Umbanda só existe um CRIADOR. Porem, com diversos nomes, tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo Fundamento (Art. 10º).

Art. 12º – Na Umbanda cultuaremos os Orixás. Porém com diversos nomes, tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo Fundamento (Art. 10º).

Art. 13º – A Umbanda é plural e livre, humilde desde sua anunciação, assim devendo ser praticada.

Art. 14º – Nenhuma corrente de pensamento será discriminada dentro da Umbanda, todas serão respeitadas e estudadas, cabendo aos Umbandistas escolherem qual o caminho que desejam seguir, sem que isso implique em discriminação, menosprezo, e muito menos ainda, seja motivo de discórdia, perseguição e embates.

Parágrafo Único – Aqueles que desrespeitarem este Artigo serão julgados apenas e tão somente por suas consciências.

Art. 15º – A nenhuma pessoa encarnada será dado o titulo de Mestre na Umbanda.

Art. 16º – Todos os Umbandistas são iguais perante o CRIADOR, tendo, porém cargos dentro das Casas, onde serão respeitados pela sua experiência e conhecimentos.

Art. 17º – Não haverá cobrança de nenhuma espécie pelos Trabalhos realizados.

Art. 18º – Não haverá discriminação, intolerância, de nenhuma espécie em relação às pessoas que buscam auxílios, a demais irmãos de outras Religiões.

Art. 19º – Não haverá discriminação em relação às Entidades que se apresentam para trabalhar.

Art. 20º – É obrigação do Umbandista procurar aprender sempre as coisas da Religião, através dos ensinamentos das Entidades pela Casa que freqüenta e dos estudos direcionados por essas Entidades e ou pelos Dirigentes das referidas Casas.

Art. 21º – A nenhum Umbandista é dado o direito de julgar as outras Casas ou Religiões.

Art. 22º – Ao Dirigente de cada Casa é dada a responsabilidade sobre o desenvolvimento, preparação e ensinamentos aos novos Umbandistas, que passam a ser seus Filhos e Filhas, assim como também é de sua responsabilidade as conseqüências deste desenvolvimento, preparação e
ensinamentos.

Parágrafo Único – A consciência é o guia e o juiz do Umbandista, devendo ser sempre utilizada.

Art. 24º – Este Código entra em vigor na data de sua aceitação.

Art. 25º – Além de não revogar as disposições em contrário, obriga-se o uso do LIVRE ARBÍTRIO.

Aruanda, 15 de novembro de 2008.

Um espírito irmão e amigo,

Sarava Aruanda!
Sarava Umbanda!

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Administrador
Carregar mais em UMBANDA

Deixe uma resposta

Verifique também

SALVE AS CRIANÇAS DA UMBANDA!!!

Nas praias, nas matas, nas montanhas, atravessando o ar, muitas risadas e palmas invisívei…