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DE MAGIA – D –

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Daemon Daimon. – Termo usado, em geral, para designar um poder ou entidade sobrenatural. Homero usou a palavra daemon quase sempre em correspondência com Theos (Deus). Theos expressa a personalidade do poder ou força sobrenatural, e daemon é a sua atividade, via de regra aplicada para uma intervenção sobrenatural súbita, não originada de uma divindade em particular. Com o tempo, a palavra daemon passou a significar também o poder que determina o destino de um indivíduo. Por outro lado, como Sócrates, um homem pode ter seu demônio pessoal, o qual se manifesta em determinados momentos para ajudar.
Dee. John (1527-1608). Erudito inglês, matemático e ocultista, é considerado um dos maiores magos da Idade Média e Renascimento na Europa. Foi encarcerado sob a acusação de praticar malefícios contra Mary, rainha da Inglaterra. Dee viveu na solidão, praticando astrologia para garantir sua subsistência, mas extraindo real prazer do estudo da alquimia. Estudou também os mistérios cabalísticos e as teorias rosacruzes. Atingiu um estado de exaltação mística na qual suas visões pareciam realidades. Ele acreditou que o anjo brilhante Uriel apareceu diante de si, um dia, deu-lhe um pedaço de cristal e disse-lhe que para comunicar-se com seres de outro mundo, bastaria fixar o seu olhar intensamente no cristal. Tais seres, dessa forma, apareciam para comunicar a Dee os mistérios do futuro. A decadência de Dee começou após sua ligação com uma espécie de secretário e parceiro em atividades mediúnicas, chamado Edward Kelly. Durante um certo tempo, a reputação de Dee e Kelly estendeu-se a todo o continente europeu. Mas, em pouco tempo, o entusiasmo excessivo e a credulidade de Dee fizeram dele um escravo das falcatruas de Kelly.
Defesas contra Demônios. O sinal da cruz é considerado a mais poderosa das armas usadas contra o demônio. Em seguida vêm a água benta, o repicar de sinos, as relíquias de santos e certos objetos naturais: gemas como a crisólita e a ágata, plantas como o alho, sal marinho, o galo, etc.
Demiurgo. Em grego, a palavra significa artesão. Foi usada por Platão para designar o criador do universo. Os gnósticos, marcionistas e outros membros de seitas herméticas a usavam para designar o poder do mal responsável pela matéria.

Demônios. Ordem inferior de seres sobrenaturais considerados geralmente hostis à humanidade. A crença na existência de tais seres é muito difundida. Os antigos mesopotâmios viviam com medo dos demônios, comumente representados, em sua arte, com corpos humanos e cabeças de animais. Tanto os assírios como os babilônios pensavam que os demônios eram espíritos do mal, saídos das profundezas da terra, ou então fantasmas de mortos sem sepultura. Já na Grécia a palavra daemon tinha conotação tanto boa como má. Sócrates, por exemplo, tinha um demônio familiar que o advertia quando ele estava a ponto de tomar uma decisão errada. A ascensão do cristianismo e a conseqüente condenação dos espíritos do mundo pagão (considerados ligados ao demônio) transformaram os demônios em espíritos malévolos. Desde o desabrochar da consciência, o homem procurou, através da feitiçaria, proteger a si mesmo contra tais poderes sobrenaturais, e, mais ainda, chegar a controlá-los. Os povos e religiões antigas estavam convencidos da realidade e dos poderes maléficos dos demônios. A demonologia (o estudo dos demônios)desenvolveu-se de forma impressionante em muitas culturas e civilizações. Do ponto de vista da alta magia, observa-se que as grandes forças do mundo mágico unificado possuem um aspecto positivo e outro negativo, um lado angélico e outro demoníaco.

O Universo mágico é como um oceano no qual os homens se movem por laços invisíveis, os quais podem, às vezes, ser manipulados e controlados. Criaturas sinistras ocultam-se nas profundezas geladas dos oceanos: elementais malignos, as conchas ou cascas eliminadas pelo organismo universal, ou coisas medonhas criadas pela malícia de feiticeiros, como zumbis, cadáveres astrais. Muitos povos primitivos acreditavam que as doenças são causadas por espíritos do mal ou demônios. Psicologicamente, essas forças correspondem aos impulsos escuros, instintivos e malignos da mente humana

Dervixes. Membros de seitas místicas de origem sufi (escolas esotéricas que floresceram no mundo islamítico). Algumas seitas dervixes são conhecidas por praticarem prolongadas danças giratórias, nas quais os praticantes atingem estados particulares de consciência, semelhantes ao êxtase místico. Dentre essas, a mais importante é a seita Mavlawi, fundada pelo poeta persa Julaludim Rumi, no século XIII. Suas danças são estruturadas de forma a educar a mente e o corpo em certas leis cósmicas; a dança busca reproduzir os movimentos dos planetas.
Diabo. A palavra deriva do grego diabolos, através do latim diabolus. Para a maioria dos autores cristãos, o diabo é o espírito supremo do mal. Tanto os demônios como o diabo são figuras proeminentes na feitiçaria e bruxaria. O diabo é interpretado como sendo do cosmos, o ser independente do império de um tirano, a oposição à uniformidade, a dissonância na harmonia universal, a exceção à regra, o particular no universal, a possibilidade escondida de romper-se à lei; ele representa também a tendência individualizante, a busca da originalidade, que irrita as ordenanças de Deus, sempre empenhados em definir a uniformidade dos produtos… O Satã do grande poeta Milton é um grande caráter, um rebelde de alma nobre, que prefere sofrer uma eternidade de tortura a passar por uma humilhação. Visto desse ponto de vista, o diabo é o pai de todos os gênios incompreendidos. É ele quem nos induz a trilhar novos caminhos; estimula a originalidade de pensamentos e ações. Ele nos tenta para que nos aventuremos em viagens a mares desconhecidos, levar-nos a descobrir novos caminhos para as Índias, e também novas Índias. Ele é o espírito do descontentamento que frequentemente nos assalta o coração, mas no final, quase sempre leva a um novo e melhor arranjo das coisas. Na verdade, segundo a ótica despreconceituosos do verdadeiro ocultismo, o diabo é um excelente e útil servidor do Todo-Poderoso, e todas as terríveis características de seu caráter e imagem desaparecem quando consideramos o fato de que ele é absolutamente necessário na economia da natureza como um estimulante da ação e como o poder de resistência que evoca os mais nobres esforços dos seres vivos. O papa Paulo VI, ansioso em corrigir alguns teólogos católicos que negavam a realidade do diabo, afirmou, num sermão proferido na Praça de São Pedro (Vaticano) em junho de l972, que “a fumaça de Satã entrou no templo de Deus através de uma fissura na Igreja”. Mais tarde, em novembro, ele devotou um sermão inteiro às vilanias de Satã, argumentando que “este ser obscuro e perturbado realmente existe… um feiticeiro pérfido e astuto que se insinua entre nós através dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utópica e dos contratos sociais desordenados”. A preocupação do papa com Satã provocou a imprensa secular a prever o retorno de “brilhantes e lucrativos dias para os estudiosos do culto, magos e feiticeiros, todos celebrando inesperado, mas autorizado retorno, após muitos anos, de Sua Alteza, o Príncipe das Trevas”.
Diabo, A Marca do. Pequena marca de nascença, cicatriz ou outra desfiguração supostamente deixada pelo casco do diabo sobre o corpo da vítima. No começo do século XV, os caçadores de feiticeiras começaram a aceitar tais marcas como prova de culpabilidade. Nos séculos seguintes, feiticeiros e feiticeiras eram despidos e raspados na procura dessas marcas. Supunha-se, na época, que a marca do diabo era impressa sobre o corpo da vítima para impedir que a mesma traísse o pacto realizado.

Diabólico, Pacto. Um pacto entre um homem ou uma mulher e o diabo ou um de seus servidores: pode assumir muitas formas, mas inclui sempre:

1. Preparação para o pacto (abstinência de carne, et.).

2. Invocação na forma ritualística, acompanhada pelo sacrifício de um animal (galinha, bode, etc.) e por fogo.

3. Um complexo conjunto de fórmulas mágicas.

4. A aparição do diabo.

5. Assinatura do pacto com sangue do braço esquerdo. Ao assinar o pacto, o indivíduo “perde seu duplo”, ou seja, não deixa sombra, e sua imagem não se reflete no espelho.

Dibbuk. No ocultismo judaico, a crença de que a pessoa são duas almas ao mesmo tempo. A segunda alma é de um pecador que retornou do além para expiar seus pecados compartilhando das boas ações praticadas pela alma boa, com a qual coabita num mesmo corpo. Uma pessoa possuída por duas almas não pode controlar a intrusa, cuja voz e comportamento podem às vezes ser confundidos com o verdadeiro eu. O dibbuk grita, amaldiçoa, exibe muitas facetas de personalidade, e só pode sr expulso através de apavorantes rituais realizados dentro de uma sinagoga escura. Um rabino experiente deve deferir essas sessões e conseguirá expelir um dibbuk rebelde através do dedo mínimo da pessoa possuída.
Dionísio (Baco, Líber). Na mitologia clássica, o deus do vinho e da fertilidade. Seu culto era muito difundido na Trácia, onde as mulheres eram particularmente dedicadas a ritos orgíacos. Nos cultos místicos, Dionísio está associado às regiões inferiores. Estudiosos modernos afirmam que reminiscências dos antigos cultos a Dionísio sobreviveram nos sabás de feiticeiros. A divindade grega, ao aparecer, assumia às vezes o aspecto de um grande bode. Dionísio possuía um séquito de sátiros, faunos e outras entidades luxuriosas.
Dragão Negro. Grimório (livro de fórmulas) muito popular, atribuído ao papa Honório, contém instruções para conjurar demônios realizar pactos. Cada dia da semana, segundo esse livro, exige um procedimento distinto. Segunda-feira é dia de Lúcifer; terça, Frimost: quarta, Astoroth; quinta,Shilcharde; sexta, Bechard; sábado, Guland; aos domingos, Surgat.
Druidas. Na religião celta, os druidas eram sacerdotes com vários poderes paranormais, entre os quais a capacidade de prever o futuro. Adeptos das artes mágicas, os druidas usavam muitos encantamentos e feitiços para apaziguar os deuses, controlar os elementos da natureza e promover fertilidade. Conheciam bem astrologia, medicina e psicologia. Os druidas acreditavam na indestrutibilidade da matéria, na imortalidade da alma e na metempsicose (reencarnação). Seu conceito sobre a vida após a morte parece ter sido desenvolvido a partir da memória fragmentária. Eles imaginavam três círculos da vida: o mais interno, onde todas as coisas tinham sua origem (abred); o círculo do meio, ou da “benção consumada” (gwenved): e o terceiro círculo, o externo, onde todo espaço é preenchido exclusivamente por Deus (keugant) Os druidas acreditavam em cinco elementos: os corpos sólidos e a terra: água: ar: calor: luz. Havia ainda o espírito ou emanação divina, cuja união com os outros elementos produzia toda a vida.
Druidas e Feiticeiros. A feitiçaria européia parece ter herdado muitas tradições da época dos druidas. A principal delas é, provavelmente, a crença no poder dos círculos mágicos como receptáculos capazes de captar energias sobrenaturais, a exemplo daquelas utilizadas nas operações de percepção extra-sensorial. Tanto os druidas como os feiticeiros europeus acreditavam na reencarnação, reconheciam a importância dos círculos de pedra como centros de força espiritual e celebravam, durante o ano, quatro grandes sabás.

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